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ANÁLISE – Flexi floor, A assombração do espírito

Notícias recentes apontam a uma traição para com o espírito do regulamento.

Com as novas regras as equipas são obrigadas a submeter à FIA os CAD (desenhos tridimensionais de grosso modo, CAD significa, Computer Aided Design) dos seus carros para análise e escrutínio.

Como é obvio, esta inspeção é feita em conjunto com o espírito do regulamento.

Aqui o vemos junto do McL36, durante um processo de inspeção oficial da FIA:

O contexto histórico

O tema de maior preocupação para o nosso querido espírito está agora nos fundos dos carros. Especula-se que algumas equipas estejam a ponderar a utilização de flexi floors, ou, em bom Português, fundos flexíveis.

E isto tem algum propósito?

Estas perguntas que nos fazemos a nós próprios quando escrevemos, para além de ser aquele estilo à puto da primária, estão cada vez mais ridículas, claro, serve um propósito, senão não se fazia não é?

Mas para o percebermos, temos de recuar no tempo até aos primeiros carros com efeito de solo.

Um dos principais problemas era selar o fundo do carro, se este estivesse selado, o rendimento e o efeito de solo seriam muito maiores. Primeira vez aqui? Ok, segue este link para perceberes estas coisas do efeito de solo.

A forma mais fácil de selar, é criar uma barreira física entre as laterais do carro e o asfalto. Tal como vemos neste magnífico Lotus 78 delineado a amarelo:

Estas saias, como ficaram conhecidas, era simplesmente isso, uma barreira física, a qual impedia perdas de fluxo pela lateral do carro.

O problema, partiam-se, danificavam-se e com as irregularidades da pista não era propriamente eficazes. E quando não o eram, dava alguma asneira.

Tudo isto levou ao desaparecimento dos carros com efeito de solo, segundo diretrizes da FIA, até aos dias de hoje.

Flexi floors – fundos flexíveis

E tal como no passado, o problema mantém-se, precisamos de selar o fundo, sim há vórtices, mas e se houvesse algo mais a ajudar?

Entram os fundos flexíveis.

O nome diz praticamente tudo, com as cargas às quais o carro está sujeito em velocidade, as extremidades do fundo fletem, e fecham de certa forma o espaço entre o carro e o asfalto.

Uma imagem para ajudar:

À esquerda o fundo normal, com a distância indicada pelo tracejado laranja, e à direita o fundo fletido, com a distância indicada a vermelho.

O espaço físico é literalmente menor, e como tal é mais fácil selar o fundo com a aresta fletida. Isto permitiria às equipas encontrar mais performance nos seus carros, melhorando o rendimento do efeito de solo.

Claro, permitiria, mas! E o espírito? Pois, o espírito não perdoa, e se não querem uma visita do espírito tenham respeitinho.

Pelo sim pelo não, as equipas já incluíram nas suas fábricas uma método de contacto direto para esclarecimento de dúvidas:

Muito simples, mas engenhoso e interessante. Agora resta aguardar

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