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ANTEVISÃO: O jogo estratégico do #AusGP

O circuito de Melbourne mostrou algo que temos falado desde o ínicio da época, a performance circuito-dependente de algumas equipas. Num traçado a pedir mais chassis e onde o arrasto excessivo não era tão penalizante, a qualificação mostrou uma McLaren em excelente forma.

Lá na frente vimos a imagem desta época, Ferrari e Red Bull parecem estar a um nível muito próximo uma da outra e claramente mais rápidas do que todas as outras. Destaque também para a Alpine, sobretudo no carro de Alonso, embora os problemas na Q3 nos tenham impossibilitado de ver o verdadeiro ritmo daquele monolugar

Previsões Pirelli

Segundo a fornecedora oficial, apenas uma paragem será a estratégia mais rápida para o GP da Austrália.

Começar de médios e segundo stint com duros. No entanto e apesar de esta tática fazer sentido, não nos parece que seja uniforme ao longo da grelha.

Factor Sainz e Alonso

Sainz tem carro para mais do que P9 e Alonso noutro ritmo para estar melhor posicionado do que P10, adivinha-se uma corrida de trás para a frente destes dois pilotos.

Há no entanto um problema em iniciar de médios… graining (caso não saibam o que é, só seguir este link).

Puxar pelo pneu com o carro pesado para ganhar posições pode ser algo arriscado, não nos surpreenderia ver um destes dois pilotos a saírem de duros. Isto pode comprometer a primeira volta, mas dará mais liberdade a estes dois pilotos de atacarem quem está à sua frente.

Além disto, têm a possibilidade de fazerem undercut aos carros com menos ritmo imediatamente à frente, sobretudo Sainz.

No segundo stint, e com o carro mais leve podem utilizar o jogo de pneus médios novos disponível (inclusivamente têm dois jogos cada um).

Lando e a luta pela vitória

Não é propriamente Norris a lutar pela vitória, mas sim o papel que este pode ter nesta luta. Quem diz Norris diz também os dois Mercedes.

O ritmo dos carros imediatamente a seguir a Leclerc e aos dois Red Bull será de extrema importância para a definição das táticas lá na frente.

A capacidade de se criar espaço entre os líderes e o segundo pelotão será crucial para se fazer um undercut funcionar.

Os RBR se não conseguirem passar para a frente logo na primeira volta irão tentar puxar pelo ritmo de forma a abrirem essa vantagem, conseguindo assim abrir a possibilidade estratégica de fazerem undercut a Charles Leclerc.

Dois contra um

Charles Leclerc tem a companhia dos dois RedBull e dificilmente a Ferrari pode jogar com Sainz para de alguma forma contra-atacar as ofensivas da RedBull.

Com Max em 2º e Checo em 3º o mais lógico seria um undercut para tentarem ultrapassar Leclerc. Fica a questão com qual dos dois atacar primeiro.

Max possívelmente estará encarregado desse ataque para ganhar posição em pista, e na verdade não resta muita alternativa à Ferrari do que reagir ao que a Red Bull consiga fazer.

Podem no entanto tentar antecipar essa primeira paragem, mas isso irá obrigar a um segundo stint muito longo, e depende sempre da distância para o eventual 4º classificado.

Pensemos fora da caixa

Vamos imaginar, somos um estratega da Red Bull, temos como objectivo colocar Max Verstappen na liderança do GP e em rota para a vitória.

Perez não tem ameaça do segundo Ferrari…o que podemos fazer aqui??

Colocar Perez numa tática agressiva, undercut assim que possível ou até a encaixar entre carros com algum ritmo. O circuito pode permitir mais ultrapassagens na nova zona e por isso a penalização pode ser baixa.

Sim, vamos comprometer o segundo stint do piloto, mas vamos obrigar sobretudo a Ferrari a reagir, ou pelo menos tentar se querem manter posição em pista.

Será que a Scuderia morde? Se sim e param Leclerc antes de Verstappen, e este perde posição para Perez, podemos agora utilizar Perez para baixar o ritmo e permitir um overcut de Verstappen, oferecendo a liderança.

Rebuscado? Sim claro, mas este é o tipo de coisas a passar nos briefings quando uma equipa pode atacar a outra com um efeito colateral mais pequeno.

Segundo pelotão vai estar quentinho

Parece-nos que vai ser no braço, os dois Mercedes, os dois McLaren, os dois Alpine, quiçá Gasly e Bottas.

Algum destes pilotos pode tentar algo diferente, SCs podem inverter a sorte no meio da prova. Alonso e Gasly têm pneus macios novos (isto dá para 5 voltas não?), pode ser um coelho na cartola?

Mais atrás temos os Haas e quiçá algum Aston Martin possa aparecer com algum ritmo de corrida?

Os Haas tiveram mais dificuldades em Melbourne, um circuito onde o motor perde um pouco de importância e pede mais do chassis. Recordamos, a equipa Americana não o faz in-house, mas sim com uma parceria com a Dallara (embora haja mais toque Ferrari para este ano). Isto pode ser a explicação para a ligeira queda de performance.

K-Mag, Vettel, Zhou e eventualmente Albon de duros é uma divisão estratégica com alguma lógica dentro destas equipas, ou fazê-la com os respectivos colegas de equipa. Mas aqui sim, esperamos ver as equipas a fazer esta separação de forma a maximizar a possibilidade de entrarem nos pontos.

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