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ANTEVISÃO: Xadrez do #ImolaGP

Foi por pouco, mas não foi desta que tivemos o dententor da pole-position a não sair do primeiro lugar da grelha. Max Verstappen foi primeiro na qualificação e venceu a Sprint race em Imola, dando assim a primeira vantagem estratégica à RedBull, saindo de primeiro.

A incógnita!

De seu nome, Checo Perez! Sim, sim, tem sido uma constante nesta rubrica, se a acompanham desde o ínicio da época, a expressão “utilizar Perez” ou uma variante semelhante. Mas a verdade é que estamos no 4º grande prémio da época e Perez parece ter desbloqueado um bocadinho mais as suas exibições este ano. Fruto certamente de um melhor conhecimento da equipa.

Ministro da defesa ao ataque?

Certo que a vantagem de 3 pontos face ao seu colega de equipa, passa muito pelos azares do Verstappen, mas Checo também não tem tido uma época particularmente sorridente. Abandono no Bahrain e timing de SC péssimo para a sua corrida em Jeddah (quando ía a caminho de uma vitória e parecia ser o RB16 mais rápido do fim de semana, com pole-position no dia anterior). Por isso faz ainda sentido falar em “utilizar Perez”? Ainda por cima com a atual diferença de pontos a favor de Leclerc no campeonato?

Bom, vamos considerar que não faz sentido e uma equipa como a Red Bull neste momento tem de apontar à vitória com os dois carros, sem espaço a rodriguinhos. E para o fazer neste GP da Emilia Romagna, médios nos dois carros, a apontarem ambos para a vitória, puxar pelos Ferrari que ao contrário da Austrália, são eles a sofrer de graining, embora aqui seja no macio (algo consideravelmente mais normal pelo menos).

Por falar em macio…

Alguém o usará?

Não nos parece, se carros com o depósito para 21 voltas tiveram graining neste pneu, diríamos que a sua utilização, pelo menos numa fase inicial do GP, não parece ser boa ideia, isso obrigaria a um stint inicial muito curto, ainda por cima, pelos dados disponíveis o seu ritmo não é suficiente melhor em relação ao médio com o carro pesado. Por isso a vermos o macio quiçá numa fase final da prova.

As diferenças entre compostos, mas não tem sido bem assim no GP da Emilia

Ocon, Gasly e Zhou poderiam ser três candidatos a esta opção, stint inicial de duros para no final colocarem macios ou médios (se conseguirem esticar os duros até faltarem 15 voltas, colocar pneu de banda vermelha mais para o fim, no caso de um SC para lá de meio da corrida, médios). Aliás, Zhou, saindo do pit-lane, tem muito pouco a perder em sair de duros.

Não descartemos de todo uma supresa ainda assim…

Albon olha ao horizonte pensativo “Amo o C2, vivo para o C2, o C2 é a minha vida”

Após aquele magnífico stint de Albon na Austrália, e mesmo depois de tudo dito para trás, se alguma equipa começar de macios este GP, talvez seja a Williams ou a Aston Martin com um dos seus pilotos.

Isto levaria a um stint curto e um undercut agressivo, fazendo depois uma gestão até ao fim para manter um ritmo respeitável de duro.

Lá na frente

Não esperamos muitas surpresas, RBR e Ferrari a arrancarem ambas de pneu médio, será importante garantirem condições para manterem ritmo no final da prova sobretudo, embora alguma possa tentar undercut na fase inicial.

Oh puto, ouviste o último vídeo do Picho? Ahah o Cavalinho Rampante

No máximo, quiçá aquele piloto que tenha menos a perder numa fase da segunda metade da corrida possa arriscar numa segunda paragem. Para a esconder no entanto seria necessário optar por uma tática médio-duro-médio, o que poderá não ser muito interessante, ou, estando já o carro mais leve, médio-duro-macio quando faltarem umas 15 voltas para o final (é preciso cuidado aqui, o carro leve pode dificultar colocar temperatura de forma uniforme nos macios e isso leva a graining, é um bocadinho um pau de dois bicos, carro pesado, muita carga no pneu, aquece a superfície do mesmo, logo temos graininig. Carro leve se tiver pouco apoio, desliza mais em curva, aquece a superfície do pneu, voltamos ao graining).

Já que chegaram até aqui

Pois é, tudo isto pode não valer para coisa absolutamente nenhuma, sabem porque? Há uma boa probabilidade de chover.

Essa deve ser a tática preferida da Aston Martin, começar de intermédios ou full wet.

Chuva ainda pode baralhar isto tudo

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