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F1: Max Verstappen vence Grande Prémio da Arábia Saudita

Corrida até à linha de meta em Jeddah!

Dificilmente podíamos pedir melhor arranque para a nova era da Fórmula 1. Depois de uma corrida muito animada no Bahrein, em Jeddah voltamos a ter excelentes lutas em pista e incerteza até final.

Contínuamos a não ser fãs desta pista de Jeddah, quer pelo que se passa fora de pista, quer pelo perigo do traçado. Este fim-de-semana tivemos mais acidentes graves na Fórmula 2. Na Fórmula 1, foi Mick Schumacher a ficar de fora devido a um forte acidente.

Felizmente, entre muros, os artistas deram espectáculo e tivemos uma enorme corrida.

O Grande Prémio da Arábia Saudita foi disputado até ao último metro por Max Verstappen e Charles Leclerc

Apenas 18 carros à partida

Para além da ausência forçada de Mick Schumacher, Yuki Tsunoda ficou também de fora antes da partida. O AlphaTauri do japonês ficou parado na volta de saída para a grelha devido a um problema de motor. Tsunoda, já tinha ficado de fora da qualificação devido a outro um problema, dessa vez, no sistema de refrigeração.

Mesmo com a grelha reduzida, tivemos espectáculo desde cedo. Os Alpine de Ocon e Alonso envolveram-se numa luta feroz, com várias trocas de posição, pela quinta posição nas primeiras voltas. Em Enstone, muitas gente deve ter deitado as mãos à cabeça.

A luta entre os carros cor-de-rosa acabaria à volta 14, com uma ordem a Ocon para não atacar mais Alonso e manter a posição. Quem se aproveitou para chegar perto foram Magnussen e Bottas mas sem conseguir ganhar posição.

Lá na frente, Pérez tinha uma liderança confortável, quando parou para colocar pneus duros à volta 15. Logo a seguir, Latifi perdeu o controlo do seu Williams, e voltou a bater no muro. Safety-car entrou e Pérez acabou por cair para a quarta posição. O mexicano ficou preso atrás de George Russell na sua volta de saída e perdeu demasiado tempo. No regresso de Sainz à pista, após um duplo stack da Ferrari, Pérez forçou o espanhol fora de pista e acabou por ter de ceder o terceiro lugar ao piloto da Ferrari.

O safety-car entrou na pior altura possível para Sergio Pérez

Más notícias para quem partiu de duros

Quase todos os carros arrancaram para a corrida com pneus médios, excepto Hamilton, Magnussen e Hülkenberg. Os três acabaram por ter a sua corrida muito condicionada, devido à entrada cedo do Safety-car. Era demasiado para trocarem para médios e iriam sempre de ter de voltar a parar.

As paragens nas boxes. Pilotos que saíram de duros prejudicados por safety-car muito cedo.

Morte-súbita colectiva

Lá na frente, Verstappen fez os primeiros ataques a Leclerc depois do primeiro recomeço mas sem conseguir ultrapassar o monegasco. Contudo, a diferença entre ambos já era inferior a 1,5s.

A corrida teria novo abanão à volta 38, com um apagão súbito em três carros. Alonso lutava por posição com o Haas de Kevin Magnussen, quando o seu Alpine ficou subitamente sem potência. O asturiano tentou arrastar o A522 atè às boxes, mas iria morrer na praia.

Ao mesmo tempo foi Daniel Ricciardo que viu o seu MCL36 apagar-se subitamente. O McLaren ficou parado pouco antes da entrada da via das boxes, mas suficientemente afastado (por pouco) para não a bloquear. Como se dois abandonos não fossem suficientes, o Alfa Romeo de Valtteri Bottas também decidiu boicotar a corrida e o finlandês foi para casa mais cedo. No entanto, o C42 conseguiu chegar às boxes e não perterbou a corrida.

Na pista, Alonso tentava chegar com o Alpine às boxes mas não teve sorte. O carro #14 ficou parado em plena via das boxes, obrigando a Direcção de Corrida a fechar o pitlane. Magnussen e Hülkenberg conseguiram aproveitar para parar, Hamilton, talvez assustado pela presença do carro de Ricciardo próximo da entrada do pitlane, não parou logo e entretanto viu o pitlane fechar.

Hamilton só pôde parar no fim do período de safety-car virtual, caindo para 12º.

Alonso ficou parado na entrada do pitlane

Sprint de 9 voltas

A corrida finalmente recomeçou à volta 41, faltavam 9, e o melhor estava mesmo guardado para o fim. Verstappen rapidamente ultrapassou o monegasco, mas Leclerc devolveu a gentileza na volta seguinte. A luta continuou acesa e, no final da volta 46, Verstappen deu o que viria a ser o golpe decisivo. Na última curva evitou passar à frente de Leclerc no ponto de detecção do DRS, ultrapassando o Ferrari na recta da meta. À chegada da curva 1, Max Verstappen era primeiro.

Leclerc não se deu por vencido e a batalha continuou. Um toque entre Albon e Stroll levou à amostragem de bandeiras amarelas no primeiro sector. A luta estava condicionada numa parte da pista mas continuou acesa. Tão acesa que, no final da corrida, os quatro primeiros foram investigado, por eventualmente não terem abrandado o suficiente em bandeiras amarelas. Acabaram por ser todos ilibados.

Sainz e Pérez mantiveram a ordem até final, com o espanhol a completar o pódio. Logo atrás, George Russell que fez a corrida quase toda em terra de ninguém, seguido já de um distante Ocon.

Lando Norris trouxe os primeiros pontos da época para a McLaren e Gasly estreou-se a pontuar, em oitavo, atrás de Lando. Kevin Magnussen salvou mais dois pontos para a Haas e acabou à frente de Lewis Hamilton, que acabou por ainda conseguir salvar um ponto. Apenas 12 carros terminaram a corrida, um número que já não estamos habituados a ver.

O Mundial de Fórmula 1 prepara-se agora para correr de pernas para o ar, com o Grande Prémio da Austrália daqui a duas semanas, a 10 de Abril.

Leclerc chega na liderança do Mundial à Austrália, seguido de Sainz e Verstappen.

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