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F1: visitas ao pintor

Ainda a época não começou e já temos mudanças nas decorações

Ok, mudanças nas decorações dos carros na Fórmula 1 não é exactamente uma novidade. É raro o ano onde não existe uma equipa a utilizar uma livery de testes provisória e a aparecer às corridas com uma pintura diferente. A Alfa Romeo fê-lo este ano, levou o camuflado a Barcelona e mostrou o fato de gala a seguir. Em anos recentes tivemos os camuflados da Red Bull, o Renault all-black e podíamos continuar… É também normal haver pequenos ajustes, um autocolante que muda aqui e ali.

Noutros anos, tivemos liveries que apareceram como definitivas e não chegaram ao arranque da época. A célebre livery da Rokit da Williams em 2020 ou o Mercedes prateado no mesmo ano são bons exemplos disso.

Este ano, tivemos mais um exemplo de uma livery que não sobreviveu até ao arranque da época com a infame pintura da Uralkali a ser a vítima desta vez. É justamente por isso que começamos esta ronda pela Haas.

A pintura do VF22 teve um nascimento atribulado

Três liveries distintas em apenas três semanas ainda antes da época começar deve ser um record qualquer. Assim foi a estreia da Haas em 2022. A equipa apresentou-se em Fevereiro com uma evolução da decoração do ano passado. Carro maioritariamente branco, bandeira da Rússia na asa da frente e nas riscas laterais. Haas no sidepod, Uralkali na cobertura do motor, 1&1 na asa.

Pois com a Rússia a meter-se onde não devia, a bandeira saltou fora e com ela a Uralkali. Vimos um Haas branquinho, um plain white Haas, no último de testes de Barcelona. Apenas os autocolantes da própria Haas e da 1&1 se mantinham.

No Bahrein, vimos aquela que, esperamos nós, seja a pintura definitiva do VF22 para esta época. Vermelho da Haas onde antes havia bandeira da Rússia, Haas Automation na cobertura do motor e continua o carro predominantemente branco. Pronto, simples e não chateia ninguém.

Ok Google: dá-me um jeitinho à pintura

A McLaren também deu uns retoques na pintura do MCL36. A mais recente alteração surgiu com o anúncio do acordo com a Google, mas já durante os testes do Bahrein tínhamos visto alterações.

Vamos olhar para as diferentes decorações que vimos no McLaren até agora. Em cima a primeira versão, em baixo a mais recente.

As três vidas da decoração do MCL33

Já sabemos que Zak Brown é perito em espalhar autocolantes diferentes pelo carro a cada fim-de-semana. Contudo, vimos mudanças um pouco mais profundas.

No carro visto na apresentação e em Barcelona, vimos a cobertura do motor totalmente laranja, apenas com o número do piloto em azul-cueca, quer dizer, azul-Gulf. Os tampões das jantes tinham um contorno no mesmo azul.

À chegada ao Bahrein o MCL36 tinha passado no pintor. A cobertura do motor estava agora toda pintada de preto, com excepção da zona por baixo da T-cam. Os números passaram de azul a laranja e passou a haver publicidade ao McLaren Artura. Na versão de Barcelona, o halo estava parcialmente pintado de azul e essa risca azul estendia-se pelo capot, separando a zona laranja da zona preta. Agora a risca passou a ser totalmente laranja e separa, bem, as duas zonas pretas da lateral. Os tampões passaram a ser totalmente pretos.

Já de malas feitas para o Grande Prémio, tivemos a notícia do acordo entre a McLaren e a Google. O esquema base de cores não sofre alterações face ao visto nos testes, excepção feita a um pequeno grande detalhe e uns autocolantes.

Os autocolantes são os do Android, que passam a ocupar praticamente toda a cobertura do motor. O detalhe, é impossível não ver: os tampões das jantes passam a estar pintados com o símbolo do Google Chrome.

Cor não falta ao MCL36.

Liberté, fraternité, ajusté

É assim que se diz ajustar em francês? Podemos ir ver ao Google? Como assim uma avença da McLaren?! Bem, passemos à frente.

A Alpine também trouxe novidades na pintura, ou melhor, nas suas duas pinturas para 2022.

Comecemos pelo clássico.

Sim, a perspectiva não é a melhor mas dá para perceber

Não houve grandes alterações na Alpine, os patrocínios mantêm-se mas não deixa de ser interessante notar que houve alterações na zona da bandeira de França na traseira. Desaparece o lettering Alpine a seguir às guelras e passa a ter uma espécie de gradiente de azul para preto. Esse gradiente estende-se por onde antes estava a bandeira de França na cobertura do motor. Bandeira essa que agora alarga-se um pouco mas fica confinada à shark-fin.

A Alpine trouxe também para o segundo e terceiro dias de testes, a versão cor-de-rosa da sua pintura. Esta será a versão utilizada nos Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita. Vamos olhar para ela:

Estreia do Alpine rosa em pista já com mudanças na decoração

Aqui até vemos melhor e tudo. O padrão é exactamente o mesmo que vimos na versão azul. Aliás, na pintura original a secção traseira mantinha uma parte em azul que passa agora a estar toda preenchida com o tal padrão/gradiente/o que lhe queiram chamar. De resto, as alterações são semelhantes à versão azul.

Ah, de notar também que, face à apresentação, o Alpine rosa tem agora o perfil lateral da asa traseira todo preto, em vez de cor-de-rosa.

Porquê esta mudança? Alguém na Alpine deve ter achado mais giro assim. Os senhores é que sabem

E é isto. A época está quase a começar, será que vamos ver mais mudanças nas liveries dos testes para a primeira prova?

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