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FIA diz que pilotos russos podem competir

Proibidos quaisquer símbolos ou referências à Rússia e à Bielorrússia

A FIA emitiu há minutos um comunicado com as decisões do Conselho Mundial do Desporto Motorizado sobre a situação na Ucrânia após a invasão da Rússia.

A entidade máxima do desporto automóvel tomou decisões em aspectos relaccionados com as competições, pilotos e elementos da própria FIA ligados à Rússia.

Em relação às competições, ficam proibidas de imediata quaisquer competições internacionais em solo russo ou bielorrusso. Fica igualmente proibida a exibição da bandeira de ambos os países bem como os respectivos hinos em qualquer competição.

Esta decisão obviamente confirma definitivamente que não haverá Grande Prémio da Rússia em 2022. A Fórmula 1 já tinha informado que “no actual cenário” não haveria a corrida de Sochi mas esta decisão da FIA não deixa margem para dúvidas e agora falta conhecer qual a corrida que irá substituir ou prova russa (ou se haverá substituto).

Pilotos russos podem continuar a competir

Uma das principais dúvidas estava relaccionada com a possibilidade, ou não, de os pilotos russos poderem continuar a competir. Uma decisão que tem impacto na Fórmula 1 e em particular na Haas e Nikita Mazepin mas não só. Nomes como Daniil Kcyat ou Robert Schwartzman são afectados por esta decisão também.

A discussão surgiu também na sequência da recomendação do Comité Olímpico Internacional em banir todos os atletas russos. A FIA entendeu que os pilotos russos podem continuar a continuar desde que o façam sob uma bandeira neutra da FIA. Relembre-se que até agora Nikita Mazepin competia com uma bandeira da Federação Russa de Automobilismo. Agora, terá de correr com a bandeira neutra da FIA. Os pilotos não poderão ouvir o hino da Rússia nem da Bielorrússia em caso de vitória. Ficam também obrigados a seguir as normas de conduta da FIA sobre paz e neutralidade, que é como quem diz, estão proibidos de quaisquer manifestações a favor da Rússia, Putin e amigos.

Quanto às equipas e aos equipamentos, fica proibido o uso de quaisquer bandeiras, símbolos ou cores alusivos à Rússia e à Bielorrússia (esta parece dirigida directamente a ti, Haas…). Isto é válido para os carros, fatos e todo o equipamento dos pilotos e equipas.

Por último, membros e comissários da FIA de ambos os países em questão perdem o lugar temporariamente, até informação em contrário.

O comunicado da FIA na íntegra

Como ficam a Haas e Mazepin no meio disto tudo?

A Haas reagiu imediatamente ao comunicado da FIA dizem “não comentamos”.

A equipa de Gene Haas tinha já retirado todas as referências e cores da Rússia e da Uralkali, o seu principal patrocinador. Gene Haas tomou a decisão de retirar as cores e emblemas da Uralkali do carro, equipamentos e páginas da equipa após o início da invasão da Rússia à Ucrânia. Ficou pouco claro então como iria ficar a relação da Haas e da Uralkali, Günther Steiner na sexta-feira que iriam ver nas próximas semanas como ficaria a situação do patrocinador e de Nikita Mazepin.

Recorde-se que a Uralkali é detida por Dmitry Mazepin, pai do piloto da Haas Nikita Mazepin. Mazepin pai é um oligarca próximo de Vladimir Putin e, como tal, fica impedido de realizar quaisquer negócios com empresas ocidentais. Chegou-se a especular que Mazepin filho continuar com o pai a pagar na mesma o lugar sem o patrocínio mas na situação actual parece altamente improvável.

Quanto ao futuro da Haas, Gene Haas garantiu que este está assegurado e mesmo sem Uralkali a equipa sobrevive. No imediato fala-se também de um possível aumento da contribuição da 1&1, o patrocinador alemão da equipa que apoia Mick Schumacher. No entanto, este aumento não deverá cobrir o valor pago pela Uralkali na totalidade.

Para já, a FIA permite que Mazepin continue a competir e o seu lugar mantém-se. Resta saber se se irá manter na Haas sem os milhões da Uralkali. Nos últimos dias tem sido apontados como possíveis sucessores António Giovinazzi, Pietro Fittipaldi e Nico Hülkenberg. Giovinazzi é piloto da Ferrari (principal parceiro técnico da Haas), Fittipaldi é piloto da reserva da equipa e Hülkenberg é um dos mais experientes pilotos de Fórmula 1 sem lugar e continua muito bem cotado. Nos próximos dias deveremos saber quem estará no segundo Haas no Bahrein.

O VF22 já sei a decoração da Uralkali e sem as cores russas no último dia de testes em Barcelona

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