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PREVIEW: Táticas para o GP do Bahrain

Primeira qualificação do ano risonha para a Ferrari, Charles Leclerc levou o F1-75 à pole-positon e o seu colega de equipa, Carlos Sainz fez 3º.

Os pilotos da Ferrari têm Verstappen entre si.

A qualificação não dá pontos, e vitória grita-se apenas ao domingo. Como tal aqui fica um apanhado das potenciais táticas para o GP do Bahrain.

Como nota inicial, recordar, já não é obrigatório ao Top 10 começar a prova com os pneus utilizados na Q2.

Neste breve preview, olharemos apenas a esse Top 10 de forma a darmos algums perspetiva nos vários tipos de táticas.

Acertamos nisto nem seria típico nosso.

Ferrari vs RedBull

Charles Leclerc e Max Verstappen lideram o pelotão, atrás seguem-se os companheiros de equipa de cada um, Carlos Sainz e Sergio Perez.

Verstappen e Leclerc estão lado a lado na primeira linha da grelha

Parece-nos conseguir ouvir as telcas das calculadores a baterem.

A RedBull estará a pensar:

Verstappen sai do lado sujo da pista e isso poderá influenciar a partida, a qual, tendo em conta o cenário, esta poderá ser particularmente importante na definição estratégica.

Agir ou reagir?

Os “segundos” pilotos, sejam eles quem forem a determinada altura do GP, terão um papel importante.

Os líderes à partida tendo a posição em pista têm a vantagem de conseguirem reagir ao que está a acontecer atrás.

Se Sainz se mantiver em 3º lugar poderá utilizar essa posição com o intuito de tentar um undercut a Max Verstappen.

Isto garante à Ferrari a possibilidade de “controlar” a estratégia da RedBull, impossibilitando que seja esta a agressora, caso Leclerc continue líder.

Forçar uma reação de Verstappen pode comprometer a sua estratégia e dar espaço a Leclerc. Tendo ritmo, será sempre mais fácil gerir desde o muro das boxes.

Perez, um trunfo!

Sergio Perez um trunfo fulcral nesta luta.

Parece-nos justo dizer, mesmo a esta altura do campeonato que Max Verstappen é o primeiro piloto da equipa, e isso está bem definido. Já a Ferrari indica o contrário, não possui primeiro piloto de momento.

Comprometer a corrida de Perez para se alcançar a vitória não é propriamente descabido.

O ministro da defesa aguarda

Um undercut agressivo de Sergio Perez pode obrigar a Ferrari a cobrir o piloto Mexicano.

Se a manobra tem sucesso, deixam Verstappen à vontade para atacar Leclerc, e abrem a possibilide dele próprio fazer um undercut ao Monegasco.

Outra possibilidade é manterem Perez num primeiro stint longo, com o pneu duro, e aí utilizam a posição em pista para fazer de tampão.

Como vemos, opções a estas duas equipas não faltam para lutar pela vitória.

Dividir pilotos

Seria uma jogada consciente e de certa forma segura, tanto à Ferrari como RedBull separar a estratégia dos seus pilotos.

Acreditamos que no caso da RedBull tentarão posicionar Perez para ajudar Max. Já no caso da Ferrari colocar os pilotos em estratégias diferentes para maximizar as possibilidades de chegarem à vitória, com um ou com o outro.

Conseguirá Sainz a sua primeira vitória?

Hamilton à espreita

A Mercedes teve uma primeira qualificação dificil, Hamilton ficou em 5º, algo ao qual já não estamos habituados a ver, e Russell em 9º, atrás de Bottas, Magnunssen e Alonso.

Pode ainda a Mercedes, depois deste dias dificeis atacar a vitória?

Vamos olhar aos compostos da Pirelli para este grande prémio:

Os compostos da Pirelli para Sakhir

Uma coisa é certa, não esperamos outra coisa da Mercedes do que atacar a vitória. São 8 vezes campeões do mundo de construtores, e na sua forma de operar não existe outra opção. É lutar, para vencer!

Como pode a Mercedes atacar?

Arriscar e usar…Russell!

Para isso será preciso ao novo recruta da Mercedes passar pelos carros imediatamente à sua frente e colocar-se numa posição de ajudar o seu colega de equipa.

Estarão já dispostos a isto? Fica a pergunta.

Hamilton tentou moralizar as tropas no final da qualificação

Arriscar poderá ser a palavra de ordem na Mercedes.

Colocar Hamilton de macios no ínicio da prova, pedir a este que ataque os Ferrari e RedBull, dependendo da tática destas duas equipas, Hamilton pode ter uma vantagem no pneu de 1.2s ou 2.2s.

Atacar e conseguir posição em pista.

O W13 teria essa capacidade? Para isto seria preciso também parar relativamente cedo e apostar garantidamente nas duas paragens. Daria vantagem suficiente?

Precisaria algures durante a prova de uma certa ajuda de Russell. E claro, estamos a considerar que tanto RedBull e Ferrari fariam apenas uma paragem, o que, neste momento não é certo.

Continuam os brilharetes?

As táticas para a Alfa, Haas e Alpine na verdade acabam por ser um pouco inglóras.

Bottas brilhou quase tanto como os seus olhos azuis na qualificação

Faz sentido olhar para a frente? Qual deve ser a verdadeira preocupação destas equipas?

Encontrar uma estratégia que não os faça comprometer o ritmo inicial e não comprometa o final da prova será a principal preocupação.

Colocar duros pode permitir ao piloto atacar no final, em detrimento da posição em pista no ínicio e ficarem arredados da luta ao terminar.

Pneu macio oferece a possibilidade de atacar os carros da frente, compromente o final da prova.

Médio parece ser a melhor opção com o carro pesado. Resta saber se irão sofrer ataques de alguém fora Top 10 a arriscar no macio.

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