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Sprint races de regresso e as principais conclusão da Comissão de F1

Já são conhecidas as decisões da Comissão de F1 que reuniu hoje em Londres. Muitas decisões importantes, algumas delas já eram pedidas há algum tempo.

Começando pela notícias de maior destaque, ficou esclarecida a questão das Sprint Races para 2022. Era intenção da Liberty alargar o número de Grandes Prémios com Sprint Races mas chegou a estar na mesa até a hipótese de não se realizarem de todo este ano por falta de entendimento entre as equipas. Acabaram por chegar a acordo para manter as mesmas três Sprint Races de 2021 mas com algumas alterações no formato.

Interlagos é o único circuito que se mantém dos três onde se disputaram Sprint Races o ano passado e juntam-se-lhe Imola e o Red Bull Ring no lugar de Silverstone e Monza. Também o sistema de pontuação das sprints sofre alterações: o primeiro passa a obter 8 pontos pela vitória em vez de 3 e passam a pontuar os oitos primeiros em vez de apenas três. O segundo recebe menos 1 ponto que o primeiro e assim sucessivamente.

Um ponto em discussão era também eventuais alterações ao tecto orçamental devido às sprints mas com o número de Sprint Races a manter-se, ficaram também as mesmas regras de tecto orçamental do ano passado.

Quanto à pole position, para efeitos estatísticos, o mais rápido da qualificação será considerado o autor da pole-position. É lógico, certo? E isso quer dizer que o autor da pole-position sai da pole-position na corrida, certo? Errado, em termos de lógica ficamo-nos por aqui. O autor da pole-position pode não sair da pole-position porque a ordem da grelha de partida para a corrida principal será ditada pela Sprint Race de sábado. Portanto, quem fica na pole position num determinado fim de semana, arrisca-se a… checks notes… não sair de primeiro”.

Como ponto positivo, ao menos este ano começamos a temporada sabendo exactamente quantos pontos a atribuir vamos ter no campeonato.

A partida para a Sprint Race de Itália em 2021

No entanto, nem só de Sprint Races viveu esta reunião. Foram clarificados alguns pontos no regulamento para evitar que se repita a triste figura que a Fórmula 1 fez em Spa-Francorchamps na última temporada.

Assim, logo à partida fica claro que para haver pontos numa corrida ela tem, antes de mais, de acontecer. Completamente revolucionário, quem diria? Assim, é necessário que se disputem pelo menos duas voltas em corrida sob condições de bandeira verde para que esta seja considerada para atribuir pontuação. A partir daí, há uma escala de pontos a atribuir em função do número de voltas disputadas, sejam elas em Safety-Car ou não.

Se apenas for completada menos de 25% da corrida só há pontos para os cinco primeiros num sistema 6-4-3-2-1.

Se a distância percorrida for pelo menos 25% e até 50% da distância haverá pontos para os 9 primeiros num sistema 13-10-8-6-5-4-3-2-1.

Por último, se apenas forem disputados pelo menos 50% e até 75% da distância da corrida haverá pontos para os 10 primeiros num sistema 19-15-12-9-8-6-5-4-3-2-1.

Com este sistema deixarão de ser atribuídos meios pontos mas, consequência directa disso, os 9º e 10º classificados nestas circunstâncias terão exactamente os mesmos pontos atribuídos que se disputassem a corrida na totalidade.

20 pilotos participaram numa experiência de condução em F1 à chuva em Spa, Agosto de 2021, cuidadosamente guiados por Bernd Maylander

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